Ar-condicionado prometido para escolas poderia evitar mau cheiro que virou polêmica em Campo Grande

Calor intenso, falta de ar-condicionado em sala e aulas de educação física mais transporte escolar. A união de todos esses fatores forma a rotina da maioria dos alunos da rede municipal de ensino de Campo Grande e gera consequências, como o excesso de suor e até mau cheiro nos alunos.

Na quarta-feira (20), um bilhete de escola municipal repercutiu entre pais e nas redes sociais, ao reclamar do ‘chulé e cecê’ das crianças e adolescentes. No bilhete, a escola orienta sobre banho antes da escola, uso de desodorante, cuidado com os pés e escovar os dentes.

 

Nas redes sociais, os pais saíram em defesa da escola, mas destacaram que a falta de ar-condicionado nas salas de aula e o calorão que faz contribuem para o quadro de mau cheiro dentro das escolas.

“Na escola do meu filho nem ventilador tem nas salas. Ensinei sempre meus filhos levar de manhã e tomar um banho para começar o dia, isso deve ser ensinado em casa”, diz um dos comentários.

“Eu tento fazer o que posso trocou roupa do meu neto todo dia e tênis só dia de educação física outros dias só chinelinho”, diz outro comentário. “Gente isso faz parte da higiene, o corpo humano se não cuidado fede mesmo, não sei o pq de tanta conversa, não só as crianças, nós adultos tbm… Tem que falar mesmo, não vejo nada demais”.

 

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Recado da escola (Fala Povo, Jornal Midiamax)

Promessa de ar-condicionado

Em novembro de 2023, a prefeitura de Campo Grande prometeu a instalação de ar-condicionado em todas as escolas municipais. Ao todo são mais de 4 mil aparelhos que deveriam ser adquiridos e instalados.

Em março, um mês após início das aulas na rede municipal de ensino, a promessa ainda não chegou à população. O ar-condicionado nas salas integra pacote de ações da educação municipal ao custo de R$ 134 milhões.

O programa Juntos Pela Escola investe R$ 40 milhões na revitalização das 205 escolas em manutenção, reparos, acessibilidade e nova pintura após anos de funcionamento. São 106 Emeis (Escolas de Educação Infantil) e 99 de Ensino Fundamental que serão contempladas com as ações.

Prefeita diz que ar-condicionado depende de licitação

Questionada sobre a instalação de ar-condicionado nas escolas, a prefeita Adriane Lopes disse ao Jornal Midiamax que a aquisição dos aparelhos está em processo de licitação. “Nós anunciamos o que nós vamos fazer, mas as pessoas são imediatistas, acho que você anunciou e que já aperta o dedo e já tá instalado, e não é assim, o processo licitatório está correndo, no prazo normal, vai acontecer a compra, tá aberto a concorrência, e aí serão instalados os alunos”.

Apesar de ter anunciado o ar-condicionado nas escolas em novembro de 2023 e estarmos em março de 2024, a prefeitura não detalhou prazo para a instalação. Ainda sobre a situação envolvendo um bilhete, Adriane disse que o calor nas salas de aula é consequência atual do clima.

“Isso não é um problema só das salas de aula, é um problema da mudança climática, é um problema do país, é um problema de Campo Grande, um problema que nós estamos vivenciando. Eu estou em busca dessa melhoria, tendo essa necessidade, entendendo que as crianças têm dificuldade no aprendizado se o ambiente está muito quente. Agora, a instalação não é só uma proposta, vai acontecer”.

Secretaria Municipal não viu exposição

Em nota, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) afirma ao Jornal Midiamax que os alunos reclamaram para a direção sobre o mau cheiro dentro da sala de aula. A pasta ressalta que o regimento interno diz que “é dever do aluno manter os hábitos de higiene em seus objetos, corpo e vestuário”.

“Portanto, para nenhum aluno ser exposto, a direção da unidade mencionada decidiu enviar um recado geral, principalmente devido a onda de calor que Mato Grosso do Sul enfrenta”, diz a resposta.

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