Destruição no Mandela trouxe à tona falta de políticas públicas para moradia em Campo Grande

incêndio que deixou centenas de pessoas sem casa na Favela do Mandela acendeu o alerta também para a prefeita Adriane Lopes (PP) pela falta de estrutura e moradia digna em Campo Grande.

Um incêndio de grandes proporções destruiu 150 moradias em 16 de novembro na comunidade localizada no bairro Isabel Garden, em Campo Grande. Dezenas de famílias ficaram sem ter onde morar e foram levadas para abrigos ou receberam barracas do exército para se abrigarem do sol e chuva.

Dependendo apenas de recursos e projetos do Governo Federal, se há pouco mais de uma década a cidade era considerada uma capital sem favelas, atualmente tem 43 comunidades que abrigam cerca de 36 mil famílias, conforme levantamento da Cufa (Central Única das Favelas) por falta de projetos e recursos próprios.

De emergência, o socorro veio da bancada federal, que destinou emendas e rápida providência para destinar terrenos do Minha Casa Minha Vida à comunidade. Agora, os moradores ainda terão que arcar com uma mensalidade de cerca de R$ 180, ao longo de 30 anos, porque a prefeita não aceitou emenda da senadora Soraya Thronicke (Podemos), que custearia parte das casas.

Casas começam a tomar forma

Planta mostra como ficarão as casa (Divulgação, Emha)

A construção das novas moradias destinadas a famílias da  do Mandela começou a tomar forma em dezembro. A prefeita Adriane Lopes informou que a construção das moradias custará R$ 15 milhões.

Os trabalhos foram iniciados no bairro José Tavares, local que deve abrigar as 31 famílias que perderam tudo no incêndio de 16 de novembro. Equipes da  deram início às escavações para implementação da rede de água e esgoto no local.

No local, maquinários da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) realizavam o nivelamento do terreno nas áreas delimitadas pela prefeitura. Além disso, uma nova rua que dá acesso ao local deve ser aberta.

As obras também foram iniciadas no Jardim Talismã, onde 32 famílias serão abrigadas. Todos os lotes estão demarcados e duas ruas foram abertas para facilitar o acesso dos moradores.

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