Novembro Azul: No Centro-Oeste, maioria das mulheres considera que se importa mais com a saúde do parceiro do que ele com a sua própria

O Novembro Azul, conhecido como um mês dedicado à conscientização sobre a saúde masculina, busca destacar a importância da prevenção ao câncer de próstata, abordando, igualmente, questões relacionadas ao cuidado integral ligado ao bem-estar deles. No entanto, há desafios a serem superados, uma vez que existe uma resistência significativa dos homens em buscar ajuda médica e realizar exames preventivos.

Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem do Estado de São Paulo apontou que mais de 50% deles já chegam aos consultórios com doenças em estágios avançados, quando muitas vezes é preciso fazer intervenções cirúrgicas. Além disso, o mesmo trabalho mostrou que 70% das pessoas do sexo masculino vão a consultas médicas acompanhados das mulheres, denotando o relevante papel delas quando se trata de incentivo ao cuidado deles. E, pertinente a isso, o último estudo realizado pela Famivita revelou que, no Centro-Oeste, 55% das mulheres consideram que se importam mais com a saúde do parceiro do que eles mesmos.

Além disso, no recorte total das pessoas que participaram na região, 87% disseram saber que homens a partir dos 50 anos devem fazer exame de próstata e 62% destacaram que os homens da família nesta idade estão realizando o exame preventivo.

Interessante mencionar que, por comparação, a partir dos dados por localidade, o estudo da Famivita mostrou que no Nordeste 53% das mulheres diriam que se preocupam mais com a saúde do parceiro do que ele com a sua própria; no Norte, essa fatia foi de 65%; no Sudeste, tal número representou 51%; já no Sul, essa parcela correspondeu a 49%.

A informação que salva

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a chance de um garoto buscar um médico durante a adolescência é 18 vezes menor do que uma garota ir ao ginecologista. Profissionais da área costumam enfatizar quão relevante é o incentivo feminino dentro das famílias, nesse sentido, bem como da união de toda a sociedade para trazer uma maior conscientização deles quanto à rotina de exames, disseminando essa prática no convívio, em um esforço conjunto para que os homens mudem essa realidade.

Pertinente ao tópico, o estudo da Famivita também trouxe um dado nacional que chamou a atenção: 88% das pessoas entrevistadas disseram saber que homens a partir dos 50 anos precisam fazer o exame de próstata, sendo que 90% das mulheres afirmaram dispor de tal informação, contra 69% dos homens.

Rastreamento

Existem dois tipos de exames para o rastreamento do câncer de próstata: o toque retal e a dosagem de PSA. Este último é um exame de sangue e através dele se avalia a quantidade do Antígeno Prostático Específico – uma proteína produzida pelo tecido da próstata, mas também pelas células cancerosas.

Já o toque retal, um exame clínico, detecta alterações na próstata, como a presença de nódulos, endurecimentos e demais irregularidades. Embora desconfortável, o procedimento dura poucos segundos. Conforme especialistas, o ideal é que ambos os exames sejam feitos, visto que a combinação deles permite o diagnóstico precoce em até 80% dos casos.

Na atualidade, conforme abordado na pesquisa da Famivita, o que se recomenda é que essa avaliação seja feita em homens acima dos 50 anos. Já em homens com histórico de câncer de próstata na família, a sugestão é que isso deve acontecer a partir dos 45 anos.

Uma multiplicação anormal das células da próstata, esse tipo de câncer pode ocorrer em quatro estágios ou fases, indo do menos agressivo ao mais agressivo. Comumente, na fase inicial, a doença é assintomática, não modificando, assim, a vida do paciente. Todavia, na fase avançada, o câncer de próstata pode trazer sintomas como dores, disfunção erétil e sangue ao urinar, bem como a vontade frequente de urinar, estando presente, ainda, a chamada “noctúria”, que é quando há essa vontade excessiva à noite. Entre os fatores de risco associados ao câncer de próstata figuram, primeiramente, a idade, depois vem o histórico familiar, tabagismo, sobrepeso e obesidade.

 

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